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Revista Municipal nº 33

Viver

Espaços Culturais

Venha conhecer e desfrute da cultura!

Centro Interpretativo do Castelo de Arnoia

A infra-estrutura surge da regeneração de uma escola primária e irá apoiar as acções de investigação que vierem a ocorrer no âmbito patrimonial; desenvolver actividades didáctico-culturais; contribuir para a formação dos cidadãos locais, procurando cooperações no sentido de fomentar exposições temporárias de temáticas relevantes, nomeadamente as de cariz histórico/religioso/artístico, proporcionando uma relação cultural dinâmica com todos aqueles que o visitam e acentuar o valor do conjunto histórico/artístico, enquanto testemunho relevante da História Local, Regional e Nacional.
Após a criação de condições de visita pública ao Castelo de Arnoia (proporcionada pelos trabalhos de remodelação levados a cabo no ano de 2002 pelo então Serviço Regional do Porto do IPPAR), a Câmara Municipal de Celorico de Basto implementou um projecto para criação de um centro interpretativo de apoio à sua divulgação. 
O local adoptado para a sua instalação foi o edifício da escola primária desta aldeia (localizada junto ao Pelourinho da Villa de Basto, antiga sede do concelho), que durante cerca de 50 anos proporcionou a formação às suas crianças. Decorrente do reagrupamento das escolas da região, deixou recentemente de acolher alunos, tendo sido desde logo equacionada a sua adaptação para fins públicos de forma a prosseguir os mesmos desígnios de outrora: formar e informar. 
O conteúdo programático do Centro Interpretativo do Castelo de Arnoia passa por uma sala de exposições temporárias com elementos de leitura fixos (painéis e audiovisual) localizados em duas salas: numa das salas dedicados às origens mais remotas do concelho; numa segunda sala, através de os temas apresentados são o Castelo e a Villa de Basto, onde se enquadra e dão a conhecer dados arqueológico importantes para a história do sítio. Destaque nesta sala para uma maquete histórica animada que retrata os momentos finais da construção da torre de menagem do castelo, entre o séc. XIII e XIV; uma mini-biblioteca em espaço contíguo remata a exposição. As instalações dispõem ainda de um gabinete de trabalho e de reserva de espólio arqueológico.
Este Centro Interpretativo vem juntar-se a dois outros importantes projectos museológicos abertos ao público nos últimos 8 anos (um na sede da vila, inserido no Parque Urbano do Rio Freixieiro e outro na freguesia de Rego, inserido no Núcleo Museológico e Circuito Turístico dos Moinhos de Argontim) permitindo colmatar a visitação devidamente enquadrada, quer deste importante Monumento Nacional, quer da aldeia, que ainda guarda alguns exemplares de edifícios públicos e privados da antiga Villa de Basto.

Conheça melhor o espaço.

Circuito Moinhos de Argontim

O circuito turístico dos moinhos de Argontim
É constituído por um conjunto de dez moinhos localizados num pequeno trecho do Rio Bugio, no lugar de Argontim, da freguesia do Rego. O percurso desenvolve-se ao longo das levadas que envolvem os moinhos, os quais foram objecto de pequenas intervenções para permitirem a circulação das pessoas. Não sabemos ao certo quando foram construídos os primeiros moinhos neste trecho do rio, mas já na doação de Vila Boa em 1072 ao Mosteiro de Pombeiro se incluíam as "sesegas molinarias" aqui existentes e cuja construção talvez tivesse sido da iniciativa dos "senhores" dessa Villa, que entregariam a sua exploração a moleiros de profissão. Com a conquista moura e com a posterior expansão da cultura árabe na Península, apareceram entre nós os moinhos accionados por água projectada de "esguicho" contra rodízio horizontal de "penas", que foi o modelo preferido no accionamento das moagens no curso do Rio Bugio. A existência de um vasto conjunto de moinhos concentrados na freguesia do Rego está intimamente ligada com a tradicional produção de cereais neste planalto, cuja moagem era efectuada para cada uma das famílias proprietárias dos moinhos, mas também para fornecimento de padarias dos concelhos vizinhos.

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