O Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima, marcou presença neste momento e felicitou o autor pela obra e pela entrega abnegada e total à comunidade.
O terceiro livro do padre António Gonçalves foi apresentado este sábado, 15 de novembro, no Salão Paroquial de Gandarela, com casa cheia de amigos e familiares.
Uma cerimónia particularmente emotiva claramente orientada pelo conteúdo do livro e que procurou “sentir com verdade e emoção” quem já partiu mas que continua presente na vida do autor e de muitos dos presentes na apresentação da obra.
Segundo o autor “este livro “Saudade” tem uma história, saudade significa sentimento, sem sentimento não se governa o mundo, a razão não chega. É urgente sermos pessoas de emoções, de sentimentos, seres empáticos. Saudade significa saúde, deus dá-nos saúde. Depois também temos esta saudade de servo. O padre tem que ser um servo. Quem não serve para servir, não serve para nada. Incomoda-me muito que me digam que eu trabalho muito. Eu trabalho o que Deus me pede e a consciência me manda, enquanto tiver forças e capacidades físicas, mentais e espirituais não tenciono parar. Gosto de trabalhar, é a minha paixão, é uma vocação, é serviço estar ao serviço dos outros. Depois, saudade remete também para alegria, temos de ser alegres. Eu às vezes gostava de perguntar se havia a possibilidade de criar o mercado dos sorrisos, nós precisamos de sorrir para as pessoas, ser alegres, como uma missão, ou obrigação, porque é certo que um sorriso pode mudar a vida de quem o recebe”. Depois, a amizade a entrega, a humildade. Nós precisamos de ser humildes uns com outros, de ser diferentes no temperamento, na forma como vemos a vida, mas unidos, sem união não há nada na vida. O povo de deus unido, nunca será vencido. Depois a saudade traz-nos a dádiva, dar-nos aos outros”. O autor de gratidão deu ainda nota de que “o título deste meu livro de poesia “Saudade”vem na sequência de dois anteriores “Gratidão” e “Obrigado, ISABEL”. A poesia depende muito do estado da alma de quem a escreve. Mas a obra nunca viria para as mãos do leitor se não houvesse um conjunto de amigos que colaborasse” enumerando todos aqueles que diariamente dizem “presente” na sua vida e contribuem para que esta obra e muitas outras “obras” ganhem caminho.
Um caminho que o padre António Gonçalves vê como crucial para que o mundo seja mais empático, verdadeiro e digno para todos. E por isso segue o seu destino, movido pelo trabalho, pelo serviço, pela entrega abnegada como destacou o Presidente da autarquia, durante a apresentação da obra. “ Enquanto presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, só posso estar eternamente reconhecido pela obra e vida dedicada a esta comunidade”. Destacou o trabalho que desenvolveu desde que chegou a Celorico “desde o primeiro dia em que chegou a Celorico de Basto que todos nós percebemos que o Senhor Padre António é uma pessoa de fazer, não pode estar parado, está sempre a pensar em algo que possa ajudar não só as pessoas, mas também as instituições, algumas das quais ajudou a criar e continua a trabalhar para que cresçam e prosperem pelo bem da nossa comunidade. Ele não se dedica só em fazer a obra, pensa em executá-la com os recursos disponíveis, sem esmorecer, sem baixar os braços nas dificuldades. Hoje, conta com um património bem visível, obras que beneficiam tantos e que transformam o território num lugar mais feliz para todos. E é um prazer enorme para esta terra ver que continua de alma e coração a transformar a nossa terra, muito obrigada por tudo”.
A apresentação da obra coincidiu com o dia de celebração do aniversário do autor, um momento de dupla celebração, que culminou com as felicitações de todos pelo aniversário e por mais uma obra “marcante pela devoção, emoção e dedicação a tantos”.
Conteúdo atualizado em 19 de Novembro de 2025 às 10:33









