Esta quarta-feira, a Casa da Terra, em Celorico de Basto, foi o espaço escolhido para celebrar as bibliotecas e a sua dimensão formadora, informativa e acessível a todos.
Um encontro comemorativo promovido pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, que assinalou os 4 anos da RELER – Rede Intermunicipal de Bibliotecas do Douro, Tâmega e Sousa e antecipou a celebração dos 40 anos da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.
O encontro procurou destacar o contributo destas redes para a promoção da leitura e para o acesso livre à informação, num reforço claro de estratégias de modernização e complementaridade, com o objetivo de desmaterializar processos e facilitar o acesso aos recursos e instrumentos das bibliotecas.
Um momento que José Peixoto Lima, presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, assinalou como “relevante para a promoção da cultura e para o acesso ao conhecimento, uma data que evidencia o grande impacto que as bibliotecas têm na vida cultural, educativa e social de todos nós. São 40 anos de serviço público das bibliotecas, de criação de espaços únicos, repletos de conhecimento, inclusão e liberdade, lugares onde se cruzam gerações e onde o acesso à informação e à cultura se torna um direito efetivo para todos”.
O autarca destacou ainda a importância da rede de bibliotecas da comunidade, que “promove a partilha de recursos e a modernização dos serviços, tornando-nos, sem dúvida, uma região mais forte. Uma rede que funciona a uma só voz, com compromisso e projetos coletivos”.
Acrescentou ainda que Celorico de Basto conta com uma das bibliotecas com maior espólio literário e acervo documental, muito por influência de Marcelo Rebelo de Sousa, e que, no ano em que celebra o seu 25.º aniversário, “assinala 25 anos de acesso ao conhecimento, de incentivo à leitura e de celebração cultural”.
A cerimónia ficou também marcada pelo reflexo da excelência das bibliotecas públicas, através de projetos agregadores e orientados para o acesso integral da comunidade, como reforçou o secretário do Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, Gabriel Carvalho. “A RELER, criada em 2022, é um instrumento de cooperação e colaboração entre as nossas 11 Bibliotecas Municipais da Comunidade Intermunicipal do Douro, Tâmega e Sousa e a DGLAB, que visa harmonizar o trabalho que individualmente cada biblioteca desenvolve, aprofundar as respostas coletivas deste conjunto e ir mais longe na resposta aos cidadãos atuais e àqueles que serão os cidadãos que construirão o nosso futuro, procurando ferramentas de inteligência e tecnológicas mais adequadas para acompanhar o mundo e as sociedades atuais”, afirmou.
Gabriel Carvalho salientou ainda que “esta dimensão cultural, pedagógica e educativa do nosso trabalho no terreno municipal, bem como a constituição de parcerias e redes colaborativas, tem sido, nestes quatro anos, um dos exemplos mais frutíferos e relevantes que esta comunidade tem vindo a desenvolver”.
Deu ainda nota dos muitos projetos integrados na RELER, representativos da sua capacidade integradora e agregadora, bem como da sua aptidão para transformar os territórios com coesão, planeamento e cooperação.
O encontro contou também com a presença do subdiretor da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, Bruno Eiras, que enalteceu o papel agregador das bibliotecas e o facto de, em 50 anos de democracia, continuarem integralmente e gratuitamente ao serviço das comunidades, como meio e forma de promover e elevar a cultura de cada território.
A iniciativa incluiu ainda vários momentos de painel, destacando-se a intervenção do escritor Afonso Valente Batista, que evocou a história do 25 de Abril de 1974 e a forma como o país viveu esse momento, com reflexos distintos nas várias regiões.
Houve ainda lugar para a apresentação do livro “Ecos do 25 de Abril na imprensa do Douro, Tâmega e Sousa” e para a apresentação do Agregador de Catálogos RELER, momentos considerados pertinentes pela forma como evidenciaram o papel das bibliotecas enquanto promotoras de conhecimento.
Toda esta ação foi abrilhantada com a participação da Academia de Música de Basto que apresentou dois temas inspirados nas obras de Camilo Castelo Branco e três temas inspirados nas obras de Luís Vaz de Camões.
Conteúdo atualizado em 8 de Abril de 2026
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