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Celorico de Basto acolheu o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais

A iniciativa promovida pela Arquidiocese de Braga, em parceria com o Arciprestado de Celorico de Basto, decorreu esta terça-feira, 12 de maio, na Casa da Terra, e centrou-se na síntese e reflexão antropológica, tecnológica e pastoral da mensagem de Leão XIV para esta edição do Dia Mundial das Comunicações Sociais, subordinada ao tema “Preservar vozes e rostos humanos”.

Pela voz inconfundível do padre Tiago Varanda, a sessão afirmou-se como um verdadeiro espaço de aprendizagem e reflexão sobre uma temática que coloca no centro a pessoa humana enquanto ser “insubstituível e irrepetível”. Num tempo particularmente marcado pela legitimação da evolução tecnológica e digital na esfera pública, compreender os seus limites constitui um dos grandes desafios contemporâneos, mas também uma oportunidade para reafirmar a centralidade da dignidade humana e da comunicação autêntica.

Na sessão de abertura, o Vereador da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Sousa, sublinhou a relevância da reflexão em torno destas temáticas, destacando a atualidade e pertinência do debate sobre os meios de comunicação social e a evolução tecnológica.

“O Dia Mundial das Comunicações Sociais nasceu da necessidade de promover uma reflexão aprofundada sobre o papel dos meios de comunicação na sociedade e na missão evangelizadora da Igreja. Se as preocupações e desafios da década de 1960 eram distintos dos que hoje enfrentamos, não deixavam, ainda assim, de ser profundamente pertinentes. Atualmente, o debate centra-se sobretudo na evolução tecnológica e, em particular, na inteligência artificial, uma ferramenta de extraordinário potencial que, quando utilizada com responsabilidade, pode gerar benefícios significativos em todos os setores de atividade. O verdadeiro desafio reside, porém, na capacidade de cada pessoa e instituição em utilizar esta ferramenta de forma ética, consciente e equilibrada.

Um momento verdadeiramente inspirador que contou com a presença de todos os elementos do clero do Arciprestado de Celorico de Basto e que permitiu perceber que, como aferiu o arcipreste de Celorico de Basto, Francisco Medeiros, a evolução tecnológica e a inteligência artificial “embora sejam ferramentas que oferecem eficiência e alcance, elas não podem substituir capacidades que apenas as pessoas têm, a empatia, a ética, a responsabilidade moral. A comunicação exige julgamento humano. O desafio é garantir que a humanidade continua a ser um agente orientador”.

Numa ação assente na autenticidade, proximidade e escuta, a escolha do Padre Tiago Varanda, invisual, para refletir sobre esta mensagem “foi quase disruptiva, mas com um significado quase bíblico. Na catolicismo e cristianismo, o discípulo é aquele que conhece a voz do seu senhor, do seu pastor” observou o diretor da comunicação da arquidiocese de Braga, Padre Paulo Terroso. “Preservar vozes e rostos humanos é preservar o que temos de mais profundamente humano. Portanto, num tempo em que tantas comunicações se tornam artificiais, aceleradas e despersonalizadas, creio que a experiência do Padre Tiago recorda-nos algo essencial. Discutir com alguém não é apenas ouvir sons, é reconhecer uma presença, uma história, uma pessoa inconfundível”.

A reflexão conduzida pelo padre Tiago Varanda em torno da mensagem do Leão XIV constituiu um momento de elevado compromisso intelectual, humano e pastoral, marcado por uma profunda análise antropológica, tecnológica e espiritual do pensamento do Santo Padre.

A sessão reforçou, de forma clara, a importância da responsabilidade, da cooperação e da literacia digital enquanto competências essenciais para compreender, utilizar e integrar, de forma consciente e ética, ferramentas dotadas de enorme potencial transformador, sempre com o ser humano como centro, referência e principal condutor desse processo.

Estabelecido pelo decreto Inter Mirifica, este dia procura valorizar a tecnologia e a comunicação como ferramentas para anunciar o Evangelho e promover o encontro humano. E nesse sentido, o responsável pela comunicação do Arciprestado de Celorico de Basto, padre Sérgio Araújo, terminou a sessão a dizer que, no arciprestado “o nosso maior desejo é comunicarmo-nos, usar a tecnologia de forma cada vez mais eficiente para levar o evangelho às pessoas”. E baseado numa citação do secretário do Dicastério para a comunicação da Santa Sé, disse que “a comunicação da igreja não pode ser uma forma de produção e difusão de conteúdos, o nosso maior desafio é saber usar esta evolução tecnológica para que, também nós, igreja, possamos usar as potencialidades destas ferramentas para chegarmos ao coração de todos, para evangelizar”.

Conteúdo atualizado em 14 de Maio de 2026

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