Edificada no século XIII, sucedendo a uma pequena ermida, a atual Igreja de Veade é, no entanto, uma estrutura profundamente alterada no século XVIII.
Do românico subsistem os portais laterais, apesar de revolvidos durante as intervenções barrocas, que reorientaram a Igreja (primitivamente a fachada principal encontrava-se voltada a oeste, seguindo a chamada orientação canónica) e lhe acrescentaram uma cabeceira a oeste.
Os portais norte e sul estão muito ornamentados, mostrando pérolas e motivos vegetalistas, trechos de frisos enxaquetados e capitéis onde se representa o tema comum às bacias do Tâmega e Douro, de influência bracarense: a cena de Daniel na cova dos leões.
Embora o portal principal mostre as profundas modificações que a Igreja sofreu pela mão do comendador Álvaro Pinto, das nobres famílias de Lamego, é no interior que compreendemos o gosto barroco em todo o seu esplendor.
Embora se distingam campanhas anteriores, de cariz maneirista, é a cenografia barroca que toma conta de todo o espaço.
Entre o uso da talha dourada, à policromia do granito, até ao rodapé azulejar da capela-mor, a expressão “horror ao vazio”, com que alguns caraterizam este estilo, adquire aqui particular expressão.
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Crédito imagens: Rota do Românico
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Conteúdo atualizado em 28 de Setembro de 2022 às 12:49